Metaforicamente apelidado assim por Camões, num Portugal dos tempos áureos dos descobrimentos, de homens valentes e aventureiros, com fibra de marinheiros, que foram em busca de mares nunca dantes navegados, dispostos a colonizar meio mundo e a controlar o outro meio.
Assim demos a conhecer à Europa o que havia para além do que os olhos conseguiam ver, ligando o Mundo entre trocas comerciais e viagens por mar, onde a importação dos mais variados bens fez deste pequeno pedaço de terra, um dos grandes donos e senhores dos mundo.
Tinhamos tudo para subtermos vassalicamente qualquer outro país perante a nossa grandeza e poderio..ou quase tudo, já que Portugal nunca teve homens capazes de controlar e aproveitar a riqueza conseguida através de honrosas conquistas.
A sede de poder sempre traiu o bom português, as mentecaptas de outrora tal como as de hoje acabaram por cegar face a tanto poderio, problemas necessitados de rápida solução começaram a surgir, mas com ganância, egocentrismo e atestados de burrice o máximo que Portugal conseguiu foi perder o vasto Império Colonial e ficar de mãos a abanar.
Passados mais de 500anos a história não mudou muito, entre reis, ditadores e libertadores a realidade é que a bola de neve foi-se formando, e graças a fantásticos "Adasmatores" portugueses como Salazar ou Mário Soares, sem esquecer o rei desertor o qual agora me falha o nome, temos uma Ocidental praia Lusitana transformada numa ilusória ilha dos amores, onde os velhos do restelo são agora necessários para despertar a nação para a sua actual situação.
Como um fado triste, falo-vos assim do país que me viu nascer, o país onde o dinheiro compra tudo, desde a maior frota de ferraris até a cidadelas corruptas, onde quem rouba ao pobre para dar ao rico já é aplaudido, comportando-se como autênticos "luises de matos" da política, do desporto, da educação, da saúde, enfim...da nação!!!
A população envelhece, as maternidades fecham, as escolas também, as despesas são mais que muitas mas o dinheiro esse, ainda chega para mandar construir um aeroporto na OTA, mandar vir uns TGV's e ainda pagar a estadia do imigrante em terra de D. Afonso Henriques, com direito a casa própria e ao disfruto de uns autênticos dias de azáfama no café da tia aurora a jogar dominó e a beber minis, proporcionando ainda à tia aurora um final de dia em beleza com um tiroteio ou um combate de boxe no seu próprio estabelecimento.
Os impostos aumentam, os ordenados é que não, ter casa própria torna-se cada vez mais um luxo, andamos nas ruas da amargura do desemprego e o cinto já tem buracos extra de tanto ser apertado, reformados a deixar o dinheiro todo na farmácia, diabéticos sem direito a insulina gratuita, corrupção na mais "moderna" instituição de educação, pedofilia passa de crime a previlégio para famosos endinheirados, arrastões são tidos como ilusões e sair à noite é agora um perigo constante, a policia pode morrer mas não pode matar o preto bate no branco, é preso de manhã à tarde está cá fora, o branco bate no preto, é racista e ainda leva com sos racismos e blocos de esterco em cima, é noticia nos mass media e com sorte ainda terá de indemnizar o agredido e pagar-lhe mais uma tarde de copos e desacatos...
Assim vai Portugal, onde o zé povinho se queixa mas nada faz, onde o político pinta um portugal paradísiaco, quando a distância entre o real e o caótico é apenas de meia dúzia de anos.
Uma revolução só traria mais corrupção, direita esquerda ou centro a cauda da europa é nossa e assim irá ser por mais uns bons anitos, então pergunto-me...QUE FUTURO PARA PORTUGAL?..Lutar ou desertar, Portugal sem rumo ou à espera de um D. Sebastião???
Com isto tudo, dirijo-me a ti Luis de Camões, autor da maior e melhor epopeia nacional talvez mundial, tu que tanto orgulho tiveste ao registar os feitos deste teu Portugal e que com um olho vias mais que uma Assembleia da República...a ti grande português peço biblicamente desculpa, "perdoa-os, eles não sabem o que fazem"
Mauro Dias
(Em breve quando tiver tempo traduzirei este texto da minha autoria o melhor possivel para inglês)